quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

PSDB: decisão sobre candidatura em Campinas deve sair em fevereiro

A direção do PSDB paulista, controlada pelo grupo do governador Geraldo Alckmin, decidiu abrir mão de candidaturas do partido em cidades importantes do Estado neste ano em favor do PSB, aliado que os tucanos querem atrair na capital e nas eleições de 2014.

Em Campinas, a tendência seria apoiar o deputado federal Jonas Donizette. Alckmin sinalizou a possibilidade da aliança no ano passado ao presidente do PSB nacional, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. De acordo com o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB), candidato derrotado em três eleições municipais e membro da executiva nacional do partido, o PSDB tem interesse em apoiar Donizette. A aliança estaria condicionada a uma "gestão compartilhada" no município, apoio para a reeleição de Alckmin em 2014 e reforço para os tucanos na corrida presidencial. "Faço parte da Executiva Nacional e tenho que ter uma visão macro. Não dá para pensar única e exclusivamente em Campinas", afirmou Sampaio, que disse ter se reunido com o governador em novembro para expor a importância de um movimento do partido em apoio a Donizette. De acordo com o deputado, o governador concordou com a análise.
Segundo a deputada estadual e presidente do partido em Campinas, Célia Leão, a decisão de lançar candidato ou apoiar o deputado federal do PSB será tomada na próxima reunião de diretório, marcada para fevereiro. "Tenho nomes fortes como os de Jurandir Fernandes (secretário municipal dos Transportes Metropolitano de São Paulo), Carlos Sampaio e Artur Orsi (vereador e autor do pedido de Comissão Processante contra o prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos, do PDT), mas se não houver candidatos, a tendência é o apoio ao Jonas."

Donizette disse que vai aguardar a decisão do PSDB. "Tenho um compromisso pessoal com o partido de caminharmos juntos, de termos uma costura para as eleições municipais, agora apenas aguardo uma decisão partidária", disse. Segundo ele, a aliança não impõe condições, mas o caminho natural seria o apoio recíproco em situações futuras.
(Fonte: www.estadão.com.br)

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